ESCREVINHAMOS

Projeto ‘Clube de Escrevinhador@s’


Projeto de Escrita – ‘contos de manhas e artimanhas’

1ª etapa – Apresentação do Projeto de Escrita :  Histórias Quase Reais
- histórias existentes na memória de cada um merecedoras de serem passadas para a esfera pública.
- tratamento dos conceitos de ‘público’ e ‘privado’ a partir do modelo Janela de JOHARI
- exemplificação com história partilhada oralmente pela professora.

2ª etapa – Eu sou um contador de histórias.
Cada alun@ procura em si histórias que mereçam ser publicitadas.
Tenta fazer registos das suas memórias de modo a poder organizá-las posteriormente e construir uma história.

3ª etapa –  Biblioteca Humana: dois professores da ETP de disciplinas improváveis, segundo os alunos, contam histórias das suas memórias dentro do género ‘contos de manhas e artimanhas’ 

4ª etapa –  Leitura partilhada e análise do conto de artimanha ‘A velhinha inteligente’.
Conceito de ‘conto de artimanha’: narrativas geralmente curtas, nas quais as personagens se socorrem de armadilhas, disfarces, esperteza, truques, malandragem para garantirem a sua sobrevivência ou a sua vitória contra forças superiores às suas.

A velhinha inteligente

                Há muitos anos, houve um grande cerco à cidade de Carcassone e os habitantes nada tinham para comer. A fome e as moléstias tinham matado tanta gente, que aqueles que ainda viviam estavam desesperados. Certo dia, o prefeito da cidade reuniu o povo numa praça para lhes falar.
            ­― Meus amigos ­― disse ele ­― temos que nos entregar ao inimigo. As nossas provisões acabaram.
            ­― Não, não! ­― gritou uma velhinha pobre e esfarrapada. Não desanime. Estou certa de que o inimigo em breve nos deixará. Se fizer o que vou lhe dizer, garanto que a cidade estará salva.
            O prefeito resolveu ouvir a velhinha que disse:
            ­― Antes de tudo, dê-me uma vaca.
            ­― Uma vaca! ­― exclamou o prefeito. ­― Não há vaca nenhuma na cidade, já foram todas comidas.
            A velha insistiu. Era preciso que procurassem uma vaca, de qualquer maneira. Afinal, encontraram uma na cabana de um velho avarento. Ele tinha escondido o animal para o vender, depois, por muito dinheiro, mas os soldados levaram-no apesar dos seus protestos.
            ­― Agora ­― ordenou a velhinha ­― dê-me um caldeirão cheio de comida.
            O prefeito protestou:
            ­― Não há comida na cidade.
            A velha insistiu, afirmando que, sem um caldeirão cheio de comida, nada poderia fazer. Então, os soldados foram novamente de casa em casa, apanhando as migalhas que encontravam, até que conseguiram encher um caldeirão. Entregaram-no à velha que, depois de lhe juntar um pouco de água, para tornar o alimento mais pesado, deu-o à vaca.
            O prefeito declarou que era absurdo dar boa comida a um animal, quando mulheres e crianças estavam famintas, mas a velha sacudiu a cabeça e sorriu sagazmente.
            Quando a vaca acabou de comer, a velhinha conduziu-a aos portões da cidade e ordenou à sentinela:
            ­― Abra o portão.
            Assim que o portão se abriu, ela empurrou a vaca para fora. Os soldados inimigos, assim que ouviram o ranger do portão, vieram a correr. Grande foi a sua alegria quando viram a vaca. Sem perda de tempo, conduziram-na ao acampamento.
            ­― Onde acharam esta vaca? ­― perguntou o chefe inimigo.
           ­― Exatamente do lado de cá do portão. Com certeza, deixaram-na lá para pastar ­― responderam os soldados.
            ­― Oh! ­― exclamou o chefe. ­― Pensei que eles estivessem famintos, mas enganei-me, porque, se assim fosse, teriam comido esta vaca, apesar de ela não estar nada gorda.
            ­― Sim, eles devem ter mais provisões do que pensávamos ­― responderam os soldados.
            ­― Há muito tempo que não comemos carne fresca ­― queixaram-se eles.
            ­― Bem, matem a vaca e teremos bifes para o jantar ­― ordenou o chefe.
            Depois de morto o animal, quando o abriram, encontraram com grande espanto, em seu estômago, cereais. Quando o chefe soube disso, exclamou:
            ­― Se o povo desta cidade ainda tem tanto alimento para os seus animais, não será tão cedo que se renderá! Provavelmente passaremos fome antes dele!
            Reuniu, então, os soldados e naquela mesma noite deixaram o acampamento.    
            Foi assim que a cidade ficou livre, novamente. O povo carregou a velhinha em triunfo pela cidade e deu-lhe dinheiro para viver com conforto o resto da vida.

Retirado do livro Mundo da Criança
 Ed. Delta, Vol. 3, Simone Chamound.
Adaptado


5ª etapa – Produção em duplas.
Dois a dois, planificarem um conto de artimanha para o apresentarem ao grupo turma.
Este pode ser a partir de uma história real, vivenciada ou conhecida dos elementos de cada dupla.

6ª etapa – Revisão de texto produzido em duplas.

7ª etapa – Passar o texto final, já revisto, em Word ( TIC).

8ª etapa – Biblioteca Humana: duas pessoas fora do grupo turma e ETP para contar histórias suas, dentro do mesmo conceito mas com incidência na arte de dar a volta à vida.
Fazer avaliação da experiência.

9ª etapa – Produção individual: cada alun@ produz uma história, a partir das suas memórias, que corresponda ao tipo ‘conto de manhas e artimanhas’.

10ª etapa – Revisão de texto ( Viver em Português )
Escrita em Word ( TIC ).
Juntar uma foto de autor com breves dados biográficos.

11ª etapa – Organização de coletânea dos produtos das diferentes etapas ( TIC , EAAP )
Preparação de apresentação pública à ETP e convidados a escolher (‘vernissage’) ( Viver em Português e TIL ).

12ª etapa –Apresentação do produto.  Avaliação do trabalho realizado.




5ª etapa – Produção em duplas... mais ou menos !












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